Como deixar de repensar a vida depois de pérolas do Bruno? Ah eu não sei... Meu pequeno parece ter sexto sentido. Hoje foi a festa de dia das mães da escola (Coisa mais linda que depois conto e ponho o vídeo!). Medicina não combina com família, muito menos com filho solteira... Sei que fiz o possível (e principalmente o impossível!) para sair do posto de saúde mais cedo e ir vê-lo cantando e dançando só pra mim! Saí da escolinha ligeiramente emocionada, mas como toda médica a racionalidade já ia pensando no compromisso a seguir: mesa redonda importantíssima com Ênio Pietra e outros tantos nomes da infectologia mineira sobre a influenza A (H1N1), a tal gripe suína!
Na minha cabeça tudo se encaixava, passaria na padaria, faria um lanche com o pequeno, deixaria ele com a baba e rumo ao Hospital das Clínicas. Não fosse a seguinte intervenção:
- Mamãe, a Rose (babá) tá lá em casa?
- Tá meu amor!
- Ah... eu não quero! Agora é hora da Rose ir pra casa.
Não pensem que o problema era a Rose... como verão a seguir:
- Mas meu bem, porque você não quer a Rose na nossa casa? Ela briga com você?
- Não mamãe... é que tá ficando escuro... e de noite não é hora de trabalhar.
- Mas Bruninho, a Rose tem que ficar lá porque a mamãe tem que ir pro hospital!
- Não, não mamãe... eu já disse, hora de trabalhar é de sol (leia-se de dia!), quando fica de noite é hora das mamães ficarem em casa!
Foi o maior sinal de alerta de todos os tempos. Definitivamente uma mamãe médica não é o sonho de consumo de uma criança.
Deixei a tal palestra para lá, mas porque tem outra no mesmo estilo mas com professores menos renomados amanhã. Afinal, sou mãe e médica, e se minha primeira face é só coração, a segunda é só cérebro!

Um comentário:
É agora que eles já falam,e sempre irão fazer esse tipo de "chantagem", emocional... Porque sendo dia,ou sendo noite querem a mãe do lado. Temos que as vézes abrir mão de coisas e ceder a vontade deles, mas nem sempre será possível... Por um lado é bom, desde cedo aprenderem que nem tudo que queremos vem na hora que queremos. E que as nossas ausências, são sempre lutando pra dar uma vida bacana pra eles...
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