quarta-feira, 13 de maio de 2009

Juventude

Lí essa entrevista com a Maria Mariana nos dia das mães, e achei bacana em alguns pontos: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI71872-15228,00-MARIA+MARIANA+DEUS+QUER+O+HOMEM+NO+LEME.html.
Então a Maria Mariana toca em pontos importantes, e definitivamente tenho que concordar com ela em algumas questões. Ela fala na entrevista que não é dona da verdade; na verdade ninguém é. E realmente, a nossa sociedade anda perdida por conta dessa busca louca que todos os jovens dessa geração tem. Definitivamente a independência profissional e financeira é tudo que todos almejam. O princípio da família realmente se perdeu, e pessoas como eu por exemplo tem de lutar sozinhas por isso. Afinal é bem difícil encontrar um cara que pense assim. O pai do meu filho é um exemplo. A época que ele quis isso foi tarde de mais. E eu já não confiava nele para acreditar em nada. E sigo só, sem ter tanto tempo para me dedicar ao meu filho, pelo menos não integralmete como ela faz. Porque mesmo se eu tivesse esse tempo, acho importante você fazer suas coisas, que você gosta, porque senão depois que os filhos crescem fica difícil de retomar. E corre-se o risco de criar uma dependência muito grande deles em relação a mãe. A maioria das pessoas dependentes demais dos pais, são esses casos, em que a mãe se dedicou integralmente... Mas devem-se haver exeções á regra... E claro que o homem é que foi feito de corpo e alma para lidar com a força. Mas não acredito que por isso as mulheres devem se anular. Eu também achei muito estranho a coisa do parto que ela falou. Eu tive pato normal, foi uma experiência incrívelmente maravilhosa. E passaria por ela de novo com muito prazer. Mas existem casos que isso se faz impossível, e não só por questões fúteis e de ego, como ela diz. Afinal existem fatores físicos e psicológicos que nem sempre possíbilitam uma mulher a ter um parto normal. Eu já ví diversas mulheres que sonharam muito com isso, mas por questões que incluiam riscos graves no parto, não puderam... Enfim... Cheguei mesmo a conclusão que prefiros os filmes do Domingos de Oliveira(ele é demais, tem um que chame AMORES que tem ela no elenco, muuito bom) do que a filha.Não a julgo pela suas idéias e novas ideologias, acho que ela tem razão em muitos pontos. E até quero ler o livro, pra ver se a reportagem não tem um que de sençacionalismo da imprensa...Mas coisa boa, ela tá fazendo coisas que gosta, e escrevendo de novo... É isso o mais importante na vida, porque só dinheiro e independência, não nos garantem a real felicidade na vida!

Um comentário:

Milinha disse...

Não posso deixar de comentar, machista em alguns pontos, correta em outros... acho que ela tenta arranjar justificativa para o injustificável. Ela simplesmente se sente mais feliz sendo mãe e dona de casa que com a vida atribulada e provavelmente forçada que ela tinha na mídia.

Erra ao generalizar. Nem todo mundo é feliz assim, nem todo filho criado nesse ambiente vai ser um fenômeno... nem todo criado fora dos padrões do casamento será uma aberração. São casos e casos...

O parto pra ela foi uma experiência boa, imagina ela ficar que nem eu 6 dias em podromos de trabalho de parto, sem dilatação adequada, tentando um parto normal e não conseguir? Configura uma pequena questão de ego? E as eclâmpsias e pré eclampsias, também?! Amamentar também, o fiz, mas tem mil causas fisiológicas e psicológicas nada relacionadas à estética que impedem um mulher de o fazer? E aí o que vc faz? Crucifica? Torna as coisas ainda mais difíceis para elas?

Fora a questão de Deus preparar o homem pra estar com o leme na mão... então mesmo quando esse tal homem, marido e etc, faz você passar por situações inacreditáveis, ou quando abandona mulher e filhos, ou quando espanca a mulher... é ele que deve estar com o leme na mão.

Há falhas, axiológicas em si, na nossa sociedade. Mas é um erro colocá-las na mulher... elas são intrinsecamente da sociedade moderna.

Hoje o que vemos é uma disputa de individualidade sem precedentes. As mulheres não se rebaixam, são feministas de queimar sutiã na praça (não julgo o ato, que em si, foi a libertação para vivermos o que vivemos hoje, mas a época... depois de conquistado não há mais necessidade de tamanha demonstração de força). Homens desejam em vão manter o posto de chefe da casa a qualquer custo, às vezes não tem o mínimo de sensibilidade para apoiar as decisões femininas, alguns, bem menos é claro, impedem suas mulheres de viverem por pura insegurança!

Não acho errado catar cueca na casa, nem agradar ao marido, desde que isso seja ego sintônico. Também é agradável ver um homem ajudar nas tarefas domésticas.

Respeito e até desejo a instituição do casamento! Mas tudo, tudo mesmo, só é ético e justo dentro de padrões aceitáveis de convivência.

Sei lá... falei demais, quase um post, mas não poderia deixar de dar a opinião de uma mulher bem sucedida, boa mãe e feliz que viveu a maternidade sobre outro prisma!